“Eu Sou”

O Evangelho de João registra várias ocasiões quando o Senhor Jesus disse de Si mesmo: “Eu Sou”. Este é um título divino, que descreve a eternidade de Deus. Jo 8:58 é uma dessas ocasiões. O Senhor disse: “Antes que Abraão existisse, Eu Sou”. Considere estas palavras sob dois pontos de vista.

a) Existência. A frase “antes que Abraão existisse” mostra que houve uma ocasião na vida deste patriarca quando ele começou sua existência. Ele teve um começo. Abraão não é uma pessoa que sempre existiu.
b) Eternidade. O restante da frase apresenta um ensino profundo. O Senhor não disse “Eu era”, como seria gramaticalmente correto. Mas Ele disse “Eu Sou”, o que é espiritualmente correto. Para Ele o tempo não muda Suas características nem Lhe confere limite de existência. Em contraste com Abraão, o Senhor nunca começou a existir. Ele não tem “princípio de dias e nem fim de vida” (Hb 7:3).

A palavra “antes” mostra a ênfase na eternidade dEle. Antes de Abraão, antes de Adão, “antes de todas as coisas” (Cl 1:17).

Jeová apresentou a Si mesmo como “Eu Sou” (Ex 3:14), e o Senhor Jesus também Se apresentou assim. É uma prova da divindade dEle. Foi por entender essa reivindicação divina que os judeus pegaram em pedras para apedrejá-Lo (Jo 8:58-59).

É exatamente o que acontece hoje. Muitos creem na impecabilidade de Cristo, mas recusam crer na Sua divindade. Mas para os que creem na divindade do Filho de Deus, é sempre um estudo interessante descobrir as igualdades entre Jesus e Jeová.

Eu Sou – Suficiência

Um dos textos mais bem conhecidos do NT é Jo capítulo 4. Em pouco espaço, a vida, os anseios e as necessidades da mulher samaritana são expostos e satisfeitos. Mais do que isso, porém, encontramos neste contexto mais uma das ocorrências de “Eu Sou”.

“Jesus disse-lhe: Eu o Sou, Eu que falo contigo” (verso 26). Neste versículo, o artigo “o” não consta no texto (grego). O Senhor está literalmente dizendo: “Eu Sou”, um título usado por Jeová no Velho Testamento.

A vida da mulher samaritana foi exposta em três áreas aqui. Para cada uma delas, o Senhor mostrou-Se suficiente.

a) Conversão – sua falha física. A mulher foi até o poço para tirar água, mas ela precisava de uma água diferente. Não era só sua sede física que precisava ser saciada; mais urgentemente sua sede pela vida eterna precisava ser solucionada. E o Senhor podia saciar (versos 7-14).

b) Companheirismo – sua falha emocional. A mulher tivera cinco maridos, e, naquela ocasião, estava vivendo com alguém que não era seu marido. Sua necessidade por companheirismo era evidente. Mas os seis homens que fizeram parte de sua vida até então não puderam satisfazer sua carência emocional (versos 16-18). Só um Homem podia saciar sua carência sem precisar recorrer a atos físicos – o Senhor.

c) Conhecimento – sua falha espiritual. Durante muitos anos aquela mulher, e muitos outros em Samaria, esperaram por alguém que lhes ensinasse todas as coisas (versos 19-25). Ela precisava de conhecimento sobre as coisas espirituais. Mas nenhum dos sábios de sua época pôde dar tamanho entendimento. Mas ali estava Um que podia.

A mulher sabia que suas necessidades físicas, emocionais e espirituais seriam todas satisfeitas quando o Messias viesse. Mas, qual não deve ter sido sua surpresa quando Ele disse “Eu Sou”. Aquele Homem era não somente o Messias prometido por Jeová – Ele mesmo era Jeová!

Não importa qual área da vida você e eu estejamos mais carentes. Há um que pode satisfazê-la. Não importa se muitos já tentaram ser ajudadores e falharam. Só há Um que pode dizer “Eu Sou”. Não é alguma coisa material, como água, o de que precisamos. Não é trocar de companheiro (e pecar cometendo adultério). Não é buscar uma religião mais atraente. Se há alguma carência, o “Eu Sou” é suficiente.

Eu Sou – Poder

Era noite. O lugar estava escuro. Homens maus e armados vieram prendê-Lo. Liderando-os, um traidor. Seus seguidores, inexperientes na guerra e temerosos, nada podiam fazer.

“A quem buscais?”, perguntou Ele.
“A Jesus nazareno”, Lhe responderam os homens maus.
“Sou Eu” (literalmente “Eu Sou”), Ele afirmou sem hesitar.

O inesperado aconteceu. Os homens armados não lançaram mão sobre Ele. Recuaram contra a vontade. Caíram sem que alguém os tivesse derrubado. Foram derrotados “sem auxílio de mão” (Dn 2:34).

a) Seu poder. Talvez dessa forma possa ser reproduzida na nossa mente a cena impressionante de Jo 18:3-9. Este é um dos contextos onde o Senhor Jesus usou, por duas vezes, o título divino “Eu Sou”. Não foi a experiência dos discípulos que, lutando para defender seu Mestre, fez com que os inimigos fossem derrubados – foi Sua afirmação de que era o “Eu Sou”, o Jeová do Velho Testamento. Também não foi a capacidade dos homens que os fizeram ficar de pé novamente diante dEle, foi Seu poder e propósito quem permitiu.

b) Sua Proteção. Mas este texto enfatiza não só o poder do Senhor para derrubar sem usar as mãos. Também mostra sua proteção. “Se, pois, Me buscais a Mim, deixai ir estes”. Ele estava garantindo a segurança dos discípulos.

Nosso Senhor tinha poder para não ser preso, mas Se entregou por nós. Os discípulos não tinham poder para não ser presos, mas foram protegidos por Ele.

Ele fez pelos Seus o que os Seus não podiam fazer por Ele. Você já lembrou-se hoje de agradecê-Lo por isso?

Eu Sou – Pão da Vida

Além das ocasiões que já consideramos, outras sete vezes o Senhor Jesus fala de Si mesmo como “eu Sou” no Evangelho de João, sempre apresentando alguma necessidade que o Ser humano tem e Sua capacidade de supri-la.

Jo 6:35 é a primeira dessas ocasiões. No contexto deste versículo, aprendemos verdades importantes de Cristo como o pão da vida. Veja alguns detalhes:

Uma multidão composta de milhares de pessoas estava seguindo o Senhor Jesus (versos 1, 10). Usando apenas cinco pães e dois peixinhos Ele os alimentou e saciou (versos 9-12). Como resultado desse milagre, quiseram fazê-lo Rei (versos 14-15). Para aquelas pessoas, seria uma grande vantagem ter um rei que pudesse lhes saciar a fome sempre que a tivessem. Mas esta não era a intenção do Senhor.

Quando Ele disse: “Eu sou o pão da vida” (verso 35), estava mostrando a Sua suficiência para suprir os anseios espirituais que as pessoas tivessem. Bastava virem a Ele e crer para que fossem supridos de suas carências espirituais. Mas esta não era a intenção do povo.

Enquanto Ele lhes supriu de pão físico, eles o quiseram fazer rei. Mas quando Ele quis lhes suprir de pão espiritual (a vida eterna), eles o abandonaram (verso 66).

Cristo é o pão da vida. Ele pode, e quer, dar a vida eterna a todo o que vem a Ele e crê. Ele não está prometendo fazer com que você se torne rico; Ele está prometendo fazer com que você se torne salvo. Sua maior necessidade não é de encher seu estômago de pão. Sua maior necessidade é saciar sua alma de um Salvador.

Eu Sou – Luz do Mundo

“Eu Sou a luz do mundo” (Jo 8:12).

Ninguém gosta de andar no escuro. Podemos nos acostumar com pouca luz ou, em alguns casos, nos adaptamos a nenhuma luz, mas isso é muito diferente de gostar de andar no escuro.

Quando pensamos nisso de um ponto de vista espiritual e moral, porém, a coisa muda de figura. A Bíblia afirma que “os homens amaram mais as trevas do que a luz”, e “todo aquele que faz o mal odeia a luz” (Jo 3:19-20). Pode parecer contraditório, mas há quem goste de viver no escuro.

O Senhor Jesus afirmou que era a luz deste mundo. Seria natural esperar que o mundo inteiro corresse para Ele a fim de não andar nas trevas, mas não foi isso que aconteceu. Ao invés de virem para Ele, fugiram dEle. Ao invés de amá-Lo, O odiaram. Por quê?

Já reparou que, quando uma pessoa está com uma roupa suja, quanto mais perto da luz ela chega, mais evidente fica a sujeira de suas roupas? Esta é a resposta. Quanto mais alguém se aproxima de Cristo, mais evidente seus pecados ficam. E, sejamos francos, revelar seus pecados é a coisa mais terrível para a consciência de uma pessoa. Ninguém quer que seus pecados sejam descobertos. Por isso as pessoas não querem vir a Cristo, porque sabem que é impossível se aproximar dEle sem que suas sujeiras sejam evidenciadas.

No entanto, aqueles que têm coragem de vir a Cristo, tem o privilégio de receber o perdão dos pecados. O Senhor Jesus é a Luz que evidencia a sujeira dos nossos pecados, mas também é o único que pode lavar e remover para sempre esses pecados.

Eu Sou – A Porta

O capítulo 10 de João é bem conhecido. Seja porque fala do Senhor como Pastor, dos salvos como ovelhas ou do povo de Deus como rebanho, é um capítulo cativante.

Duas vezes neste capítulo o Senhor Se apresenta como a porta. Primeiro Ele afirma ser a porta das ovelhas (verso 7), depois Ele explica esse pensamento mostrando o que quer dizer com isso (verso 9). Repare neste último versículo três coisas que Cristo, como a porta, proporciona àqueles que se tornam Suas ovelhas.

a) Salvação – “se alguém entrar por mim, salvar-se-á”. A primeira e grande necessidade de uma ovelha é de salvação. Deixada sozinha, a ovelha não consegue salvar a si mesma. Ela morre se não estiver sob os cuidados de um pastor.

A mesma verdade pode ser dita de todo ser humano. “Quem poderá pois salvar-se?” (Mt 19:25). Não há ninguém que consiga salvar a si mesmo. Por isso, todo aquele que entra pela porta (crendo em Cristo), recebe o que não pode conseguir por sua própria capacidade: a salvação da alma.

b) Segurança – “entrará e sairá”. Entrar e sair não quer dizer que a ovelha vem para o Pastor e depois o abandona. Quer dizer que ela tem liberdade e segurança. Do lado de dentro da porta, ninguém pode tocá-la. A porta a protege. Do lado de fora, ela está no mundo, mas o Pastor está ao lado, protegendo-a de qualquer predador.
c) Sustento – “achará pastagens”. Quanto alimento farto e nutritivo! Repare que a palavra “pastagens” está no plural (versões AT, ARC). Os lugares para onde a porta conduz são ricos e variados. À medida que um salvo estuda sua Bíblia, encontra alimento em todas as páginas e encontra Cristo em todos os alimentos dessas páginas.

Eu Sou – Bom Pastor

“Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (Jo 10:11).

Mesmo com muitas palavras, é difícil explicar verdades tão preciosas ditas em poucas palavras. Você pode ler o versículo acima noventa e nove vezes. Na centésima vez que o ler, terá a sensação de que não consegue explicar tudo o que o envolve.

Quando o Senhor Jesus disse essas palavras, estava falando de Si mesmo. Ele é o bom Pastor que dá a Sua vida pelas ovelhas. Repare dois detalhes importantes nesse versículo sobre o Senhor:

a) Sua singularidade – “Eu Sou o bom pastor”. Ele não disse que era Pastor; Ele disse que era o bom Pastor. Nenhum outro pastor no NT é descrito com este adjetivo. Muitos se dizem pastores. Muitos são, na verdade, pastores. Mas somente ele é o bom Pastor. Muitos cuidam das ovelhas que são Dele, mas somente Ele cuida das Suas ovelhas com bondade cativante!
b) Seu sacrifício – “dá a sua vida pelas ovelhas”. Não são as Suas ovelhas que se sacrificam pelo Pastor, é o bom Pastor que Se sacrifica pelas ovelhas. Se um leão se aproxima das ovelhas com uma ferocidade amedrontadora, ou um urso tenta devorá-las com uma força irresistível, o bom Pastor não os teme. Ele enfrenta o leão, derrota o urso e livra as ovelhas do perigo (I Sm 17:34-35).

Veja estas mesmas verdades ilustradas nos salmos 22 e 23. No primeiro, o Senhor está sozinho e sacrificando-Se no pó da morte (Sl 22:1, 15). No Segundo, a ovelha não está sozinha e não teme a morte. Por quê? “Porque Tu estás comigo” (Sl 23:4).

Você e eu podemos até ser pessoas muito cuidadosas com nossos irmãos, mas somente Ele é bom Pastor.

Não importa a condição das ovelhas. Podem ser débeis e fracas, como eu; podem ser fortes e saudáveis, como você, mas por cada uma delas o bom Pastor deu a Sua vida e continua protegendo-as de qualquer predador.

Aquele que já creu no Senhor Jesus, pode afirmar com a mais segura das exclamações: “O Senhor é o meu Pastor”!

Eu Sou – Ressurreição e Vida

A morte é, sem dúvida, o visitante menos desejado que qualquer família gostaria de receber. Ela chega quando ainda se tem muitos planos pela frente (Lc 12:16-20). Não respeita classe social – seja rico, seja pobre (Lc 16:19-22). Não respeita diferenças de sexo ou idade – pode ser jovem rapaz (Lc 7:11-14), pode ser pequena menina (Lc 8:41-42). Além disso, a morte é forte (Ct 8:6). Os avanços da medicina conseguem apenas prolongar um pouco mais a vida, mas não conseguem evitar que a morte chegue, mais cedo ou mais tarde.

Olhando para as afirmações acima, o quadro é de desespero e dor. E é, infelizmente, a realidade do ser humano.

No entanto, o Senhor Jesus apresenta um quadro de Si mesmo que trás esperança e alegria para aquele que nEle crê. Veja suas afirmações em Jo 11:25 e 26 e repare um quadro lindo do que ocorrerá no arrebatamento, quando os salvos serão levados daqui:

a) “Eu sou a ressurreição” – para os salvos que estiverem mortos – “quem crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá”. Por ocasião do arrebatamento, milhões de irmãos queridos terão partido, uns há centenas de anos, outros há semanas ou dias. Mas para o Senhor nem a morte, nem o tempo, nem o estado de decomposição será impedimento para que Ele os ressuscite. Ainda que estejam mortos, viverão!
b) “Eu Sou a … vida” – para os salvos que estiverem vivos – “E todo aquele que vive, e crê em Mim, nunca morrerá”. Quando o Senhor voltar, milhões de salvos estarão espalhados pela terra, vivos e crendo nEle. Estes não precisarão ressuscitar, porque nunca morrerão. Para eles é garantida a vida. “Nunca morrerá”.

Para o salvo, a morte pode vir de forma repentina ou esperada; pode levar o crente idoso ou a menina pequena; pode alcançar o pregador mais conhecido ou o cristão menos comentado. Mas para nós, os que cremos, a morte não consegue impedir a ressurreição, e não consegue ser mais forte que a vida.

“Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (I Cor 15:55)

Eu Sou – Caminho, Verdade, Vida

“Disse-lhe Jesus: Eu Sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por Mim” (Jo 14:6).

O versículo acima apresenta mais uma das ocasiões em que o Senhor fala de Si mesmo como “Eu Sou”. Neste contexto, Ele é o caminho, a verdade e a vida. Vários comentários importantes, e lições interessantes têm sido tiradas dessas palavras. Uma das coisas interessantes neste versículo é contrastá-lo com as três personagens de Jd verso 11.

a) “O Caminho de Caim”. Este homem perverso tentou chegar-se e ser aceito por Deus confiando em sua própria competência. Como foi justamente rejeitado, seguiu seu próprio caminho de rebelião e indiferença.

Em contraste com isso, o Senhor Jesus é o caminho. Não há outro meio pelo qual os homens possam chegar-se a Deus. Ele mesmo é o “novo e vivo caminho” (Hb 10:20). A presença de Deus está franqueada a todos, mas o meio para se chegar lá é unicamente através de Jesus Cristo.

b) “O engano do prêmio de Balaão”. Este profeta apóstata ficou tão atraído pela possibilidade de receber recompensas que se deixou enganar por sua própria cobiça. O desejo por lucro o enganou.

Em contraste com isso, o Senhor Jesus é a verdade. Ele nunca foi enganado, e nunca irá enganar ninguém. Uma das questões mais profundas para o coração do homem é saber a verdade sobre qualquer coisa. Cristo é a verdade. Isto não quer dizer que Ele tem parte da verdade, ou que Ele é sempre verdadeiro. É mais do que isso. Quer dizer que não há verdade fora dEle. Ele é a verdade!

c) “Pereceram na contradição de Coré”. Este homem cheio de privilégios espirituais, desejou alcançar uma posição ainda mais alta em sua função. Como resultado de sua rebelião, conheceu tragicamente, e muito cedo, o horror da morte.

Em contraste com isso, Jesus Cristo é a vida. Aquele que crê nEle nunca perecerá, mas “passou da morte para a vida” (Jo 14:6).

Aquele que crê no Senhor Jesus, nunca errará o destino, nunca será enganado, nunca será condenado. Quanta verdade preciosa!

Eu Sou – Videira Verdadeira

“Eu Sou a videira verdadeira…” (Jo 15:1)

Esta é a sétima vez no Evangelho de João que encontramos o Senhor Jesus falando de Si mesmo como “Eu sou”. Aqui ele é a videira verdadeira. O que está em vista não é a necessidade do incrédulo precisando de Cristo para satisfazer seus anseios espirituais. Aqui, o que está em vista é a necessidade do salvo precisando de Cristo para lhe capacitar a produzir fruto. Repare alguns detalhes importantes no contexto desse versículo.

a) Contraste – “Eu sou a videira verdadeira” (verso 1). No Velho Testamento, a nação de Israel era a videira de onde o Senhor esperava receber frutos (Sl 80:8-11; Is 5:7). No entanto, a nação falhou nesta responsabilidade, e não produziu o que Deus esperava (Is 5:1-2).

Em contraste com isso, o Senhor Jesus é a “videira verdadeira”. Esta expressão sugere duas coisas. Primeiro, que a nação de Israel era, como videira, uma figura, enquanto o Senhor Jesus é a realidade. Segundo, que enquanto a nação de Israel falhou no seu propósito de produzir fruto para Deus, o Senhor Jesus nunca falhou. O pai, como Lavrador, sempre encontrou nEle os frutos do Seu prazer.

b) Comunhão – “Toda vara em Mim” (verso 2), “estai em Mim” (verso 4), “quem está em Mim” (verso 5), “se vós estiverdes em Mim” (verso 7). Estes e outros versículos mostram um princípio normal na natureza: os frutos de uma árvore (ou alguma planta) ficam nos seus ramos, mas os ramos precisam estar ligados ao caule para receber a seiva e produzir fruto. Em outras palavras, sem Cristo, nada podemos fazer (verso 5).

Não é possível produzir fruto sem primeiro ter sido salvo e estar ligado a Ele. O Senhor Jesus é a videira, os salvos são os ramos. Os frutos que Cristo produz no mundo, hoje, são evidenciados na vida daqueles que já creram nEle.

c) Crescimento – “fruto, mais fruto, muito fruto”. Aquele que está em Cristo, ligado a Ele e em plena comunhão com Ele, desfruta de um crescimento progressivo e evidente. Ele começa produzindo “fruto” (versos 2, 4), aumenta sua produção para “mais fruto” (verso 2) e chega ao fim da vida produzindo “muito fruto” (versos 5, 8).
d) Condescendência – “gozo, amor, paz”. No ensino do Senhor aos discípulos antes de ser preso (que inclui o capítulo 15), Ele mencionou três coisas que são dEle, mas produzidas e evidencias em nós: “minha paz” (Jo 14:27), “meu amor” (Jo 15:10), “meu gozo” (Jo 15:11). Estes são os três primeiros aspectos do fruto do Espírito em Gl 5:22. Repare também os pronomes “Minha, Meu”. Os frutos são dEle, mas graciosamente Ele os concede a nós. Quanto mais perto de Cristo um salvo estiver, mais fruto que glorifica a Deus ele produzirá.

Como é importante reconhecer que nossa produção de fruto depende dEle!

 

Adriano J. Anthero — Extraído de “Graça Publicações“, Março – Abril de 2014.

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