O crescimento espiritual consiste mais no crescimento da raiz que está fora do alcance da visão. (Matthew Henry) |
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| Liberdade, ou Libertinagem? |
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| Autor: Jayro Gonçalves | |||
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Sei que o tema é considerado polêmico, mas é oportuno. O mês de Abril, no Brasil, tem muito a ver, historicamente, com esse tema. Foi por essa época, em tempos idos, que, em busca da liberdade, o sangue de heróis banhou a terra de nossa Pátria. A liberdade chegou mais tarde, mas as bases foram lançadas, com o martírio de alguns, nessa época de nosso calendário. O lema “liberdade ainda que tardia”, vem de então e ficou indelevelmente registrado na nossa história de independência, tremulando na bandeira do Estado de Minas Gerais, berço do movimento chamado de “Inconfidência”. “Se pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente SEREIS LIVRES “ — Jo 8:36 “Liberdade” é um dos anseios mais acentuados do ser humano. Desde os primórdios de sua existência isso tem sido evidenciado. Já na infância o ser humano conduz a sua atitude para agir com liberdade. Ninguém quer ser controlado, tutelado, monitorado. Ninguém quer ter dono e submeter a outros o seu modo de agir. Esse sentido de “independência” é da natureza humana e se revela nas diversas áreas de atuação do homem, seja como indivíduo, como no contexto nacional, social, familiar, político, e até religioso. As aspirações de liberdade são notórias e constantes e têm sido a razão dos grandes e sangrentos conflitos humanos, escrevendo as páginas mais negras da história. Mas é bom ressaltar que, nem sempre, a busca sacrificial da “liberdade” significa um “bom combate”. Muitas vezes vai na direção maldosa e danosa ao ser humano. E até mesmo o tradicional princípio filosófico que afirma que “a liberdade de um sempre deve se limitar à liberdade do outro” não tem sido respeitado, e o que se vê é um atropelando o outro, sem escrúpulos, na busca do exercício da sua própria liberdade e do seu próprio espaço. Lamentavelmente essa é, também, a melancólica constatação no ambiente chamado cristão. Mas o que é “liberdade”? Na verdade, muitos, em nome da “liberdade”, praticam “libertinagem”. O conceito humano de “liberdade” é a faculdade de uma pessoa fazer ou deixar de fazer, por seu livre arbítrio, qualquer coisa; faculdade de cada um decidir pelo que entende ou pelo que lhe convém (Dicionário Aulete). Esse conceito humano leva o homem ao exercício da “libertinagem” que é devassidão, impudícia, licenciosidade, desregramento de costumes. Do ponto de vista de Deus as coisas não são assim. Jesus Cristo abordou o assunto, conceituando a “liberdade” de modo a tornar o seu exercício uma benção e não um processo de degradação. Em Jo 8:32-36 onde expôs o assunto, contestando o conceito religioso de “liberdade” dos judeus, temos alguns aspectos que devem ser levados em conta:
Essa atitude só será alcançada quando:
Completamos esta reflexão com o precioso ensino de Pedro: “Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade, como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus” (I Pe 2:16).
Jayro Gonçalves
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