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Brasília - DF    06-02-2012    BRST

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Evangelho - João Imprimir

Autor: Apóstolo João

Data: 85 d.C.

O Autor

A antiga tradição da igreja atribui o quarto evangelho a João “o discípulo a quem Jesus amava” (13.23; 19.26; 20.2; 21.7, 20), que pertencia ao “círculo íntimo” dos seguidores de Jesus (Mt 17.1; Mc 13.3). De acordo com escritores cristãos do século I , João mudou-se para Éfeso, provavelmente durante a guerra Judaica de 66 - 70 d.C., onde continuou seu ministério.

A Data

A mesma tradição que localiza João em Éfeso sugere que ele escreveu seu evangelho na última parte do século I. Na falta de provas substanciais do contrário, a maioria dos eruditos aceitam esta tradição.

O Conteúdo

Enquanto era bem provável que João conhecesse as narrativas dos outros três Evangelhos, ele escolheu não seguir a sequência cronológica de eventos dos mesmos como uma ordem tópica. Nesse caso, eles podem ter usado as tradições literárias comuns e / ou orais. O esquema amplo é o mesmo, e alguns acontecimentos em particular do ministério de Jesus são comuns a todos os quatro livros. Algumas das diferenças distintas são:

  • Ao invés das parábolas familiares, João tem discursos extensos;
  • Em lugar dos muitos milagres e cura dos sinóticos, João usa sete milagres cuidadosamente escolhidos a dedo que servem como “sinais”;
  • O ministério de Jesus gira em torno das três festas da Páscoa, ao invés de uma, conforme citado nos Sinóticos;
  • Os ditos “Eu sou” são unicamente joaninos. João divide o ministério de Jesus em duas partes distintas: os capítulos 2 a 12 dão uma visão de seu ministério público, enquanto os capítulos 13 a 21 relatam seu ministério privado aos seus discípulos.

Em 1.1-18, denominado “prólogo”, João lida com as implicações teológicas da primeira vinda de Jesus. Ele mostra o estado preexistente de Jesus com Deus, sua divindade e essência, bem como sua encarnação.

O Cristo Revelado

O livro apresenta Jesus como ó único Filho gerado por Deus que se tornou carne. Para João, a humanidade de Jesus significava essencialmente uma missão dupla: 1) como o”Cordeiro de Deus (1.29), ele procurou a redenção da humanidade; 2) Através de sua vida e ministério, ele revelou o Pai. Cristo colocou-se coerentemente além de si mesmo perante o Pai que o havia enviado e a quem ele buscava glorificar. Na verdade, os próprios milagres que Jesus realizou como “sinais”, testemunham a missão divina do Filho de Deus.

O Espírito Santo em Ação

A designação do Espírito Santo como “Confortador” ou “Consolador” (14.16) é exclusiva de João e significa literalmente. “alguém chamado ao lado”. Ele é “outro consolador”, isto é, alguém como Jesus, o que estendeu o ministério de Jesus até o final desta era. Seria um grave erro, entretanto, compreender o objetivo do Espírito apenas em termos daqueles em situações difíceis. Ao contrário,João demonstra que o papel do Espírito abrange cada faceta da vida. Em relação ao mundo exterior de Cristo, ele trabalha como o agente que convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo (16.8-11). A experiência de ser “nascido no Espírito” descreve o Novo Nascimento (3.6). Como, em essência, Deus é o Espírito, aqueles que o adoram devem fazê-lo espiritualmente, isto é, conforme comandado e motivado pelo Espírito Santo (4.24). Além disso, em antecipação do Pentecostes, o Espírito torna-se o capacitador divino para o ministério autorizado (20.21-23). João revela a função do Espírito Santo em continuar a obra de Jesus, guiando os crentes e a um entendimento dos significados, implicações e imperativos do evangelho e capacitando-os a realizar “obras maiores” do que aquelas realizadas por Jesus (14.12). Aqueles que crêem em Cristo hoje podem, assim, enxergá-lo como um contemporâneo, não apenas como uma figura do passado distante.

Esboço de João

1.1-8 - Prólogo

1.19-12.50 - O ministério público de Jesus

  • 1.19-51 - Preparação
  • 2.1-12 - As bodas em Caná
  • 2.13 - 3.36 - Ministério em Jerusalém
  • 4.1-42 - Jesus e a mulher de Samaria
  • 4.43-54 - A cura do filho de um oficial do rei
  • 5.1-15 - A cura de um paralítico em Betesda
  • 5.16-29 - Honrando o Pai e o Filho
  • 5.30-47 - Testemunhas do Filho
  • 6.1-71 - Ministério na Galileia
  • 7.1 - 9.41 - Conflito em Jerusalém
  • 10.1-42 - Jesus, o bom Pastor
  • 11.1 - 12.11 - Ministério em Betânia
  • 12.12-19 - Entrada triunfal em Jerusalém
  • 12.20-50 - Rejeição final: descrença

13.1-17.26 - O ministério de Jesus aos discípulos

  • 13.1-20 - Servir, um modelo
  • 13.21-38 - Pronunciamento de traição e negação
  • 14.1-31 - Preparação para a partida de Jesus
  • 15.1-17 - Produtividade por submissão
  • 15.18 - 16.4 - Lidando com rejeição
  • 16.5-33 - Compreendendo a partida de Jesus
  • 17.1-26 - A oração de Jesus por seus discípulos

18.1-21.23 - Paixão e ressurreição de Jesus

  • 18.1-14 - A prisão de Jesus
  • 18.15-27 - Julgamento perante o sumo sacerdote
  • 18.28 - 19.16 - Julgamento perante Pilatos
  • 19.17-42 - Crucificação e sepultamento
  • 20.1 - 21.23 - Ressurreição e aparições

21.24-25 - Epílogo

 

Fonte: Bíblia Plenitude