O amor da criatura para com o Criador requer necessariamente obediência; caso contrário, não tem qualquer sentido. (Francis Schaeffer) |
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| O Batismo |
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| Autor: William McDonald | |||
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Os "sacramentos" (ou mandamentos) da Igreja Cristã são o Baptismo e a Ceia do Senhor. Foram instituídos pelo Senhor Jesus nos Evangelhos (Mt 28:19 e Lc 22:19-20), postos em prática (At 10:47-48 e 20:7) e expostos nas Epístolas (Rm 6:3-10 e I Cor 11:23-32). O primeiro deles é precisamente o baptismo do crente. O Baptismo I - Ao tratarmos o assunto do baptismo, devemos notar de início que o Novo Testamento fala-nos de três ordens de baptismo: 1º - Primeiramente fala-nos do baptismo de João (Mc 1:4). Como precursor do Rei, João exortou a nação de Israel a voltar-se para Deus e dar frutos dignos de arrependimento (Mt 3:8). Os que deram ouvidos foram a ele, confessando os seus pecados, e eram baptizados com o baptismo de arrependimento; assim se separavam da impiedade em que a nação se encontrava. Naturalmente que esse baptismo não salvava nem era preciso para a salvação. O Senhor Jesus foi baptizado por João, não porque tivesse pecados dos quais precisasse de se arrepender, mas para se identificar com os arrependidos de Israel, e assim cumprir toda a justiça (Mt 3:1-15). 2º - Em segundo lugar, temos o baptismo do crente (Rm 6:3-4). Significa identificação do crente com Cristo na Sua morte, como veremos mais tarde. 3º - Em terceiro lugar, temos o baptismo do Espírito-Santo (I Cor 12:13). Esta é a obra soberana do Espírito de Deus, pelo qual todos os crentes no Salvador são incorporados no Corpo de Cristo. Em relação a estes três baptismos, devemos notar cuidadosamente o seguinte:
Em suma, estes três baptismos são distintos, e não devem ser confundidos. II - Depois do Dia de Pentecostes não lemos que alguém fosse baptizado senão os crentes no Senhor. Notemos as seguintes passagens: "De sorte que foram baptizados os que, de bom grado, receberam a Palavra" (At 2:41); É certo que lemos de famílias inteiras serem baptizadas (At 16:15 e I Cor 1:16) mas não há qualquer motivo que nos leve a supor que estas famílias incluíssem crianças que não tivessem idade para ter confiado no Senhor Jesus. III - O significado mais importante do baptismo do crente. encontra-se relevado plenamente em Rm 6:1-10. Resumamos o ensino desta passagem da seguinte maneira:
Portanto, podemos afirmar que o baptismo, em si, significa o fim da vida antiga, e um ato público de obediência â vontade do Senhor (Mt 28:19-20), em que o crente se identifica com Cristo na Sua morte. O baptismo não salva, mas foi instituído para os que já estão salvos. IV - Tem havido grande controvérsia acerca da maneira como o baptismo deve ser administrado, se por aspersão ou por imersão. Os seguintes factos ajudam a encontrar a solução:
V - Mas mais importante ainda é o estado espiritual do baptizando. Há milhares de pessoas que passaram pelo baptismo, quanto à forma, mas na realidade não foram baptizadas. A pessoa verdadeiramente baptizada, não é aquela que meramente se submete ao rito, mas aquela cuja vida mostra que a carne, ou a velha natureza, já foi crucificada. O baptismo, pois, não se limita a um rito exterior, mas resulta da prévia transformação que o Espírito operou no coração. Isto pode ver-se claramente em Rm 2:25-29, se aplicarmos o ensino da circuncisão ao baptismo. O baptismo aliado à obediência ao Evangelho é verdadeiramente proveitoso, mas se recusarmos andar conforme o Evangelho, o baptismo é nulo. Portanto, se um crente não baptizado obedecer ao Evangelho, não será a sua falta contada como se fosse baptizado? E não julgará, pela sua conduta, aqueles que, sendo baptizados, não andam segundo o Evangelho? Porque não é verdadeiro crente o que o é exteriormente ainda que tenha sido baptizado por imersão; mas o que em seu coração, passou pela experiência espiritual que o baptismo ilustra, e cujo louvor não vem dos homens, mas de Deus. VI - A ideia do homem ter de ser ordenado ministro para poder baptizar, não tem base nas Escrituras. Qualquer crente sincero pode baptizar. VII - Nos primórdios desta era, muitos crentes, depois de serem baptizados, passavam a ser perseguidos e acabavam por ser assassinados dentro de pouco tempo. Isto não impedia que os novos convertidos, ousadamente, pedissem o baptismo sem hesitar, preenchendo assim a falta dos que tinham sido martirizados. Ainda nos nossos dias, em certos lugares, o baptismo do crente implica o início de terrível perseguição. Em muitos países o crente é tolerado enquanto se limita a confessar Cristo com os lábios. Mas quando O confessa publicamente no acto do baptismo. mostrando assim que morreu para a vida passada, logo os inimigos da cruz, se preparam para atacá-lo. Contudo, seja qual for o custo, o crente baptizado passa pela experiência do etíope acerca do qual lemos que "jubiloso, continuou o seu caminho".
William McDonald - "Cristo Amou a Igreja" [ Tradução: Viriato D. Sobral ]
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