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Brasília - DF    07-02-2012    BRST

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Genealogia Patriarcal Imprimir
Autor:  Verdade Viva   

Conforme o Calendário Judaico, estamos vivendo o ano 5.772 [ iniciado a 29 de setembro de 2011 ] desde a criação do homem. Segundo a tradição, a contagem do tempo pelos judeus começou no dia em que Deus criou o homem e a mulher. Importa ressaltar que qualquer cogitação à possível imprecisão quanto ao ano estabelecido de 3.760 a.C. não invalida a intenção do Espírito Santo de nos revelar, matematicamente, que o conhecimento dos "princípios do homem" fora transmitido "de pai para filho" tendo os "principais patriarcas" como "elo" e "testemunhas vivas" dos propósitos de Deus para com o homem caído. As idades relatadas pelo Espírito Santo têm esse objetivo, dentre outros que uma "mente espiritual" possa rebuscar.

De acordo com a tabela cronológica abaixo, Adão alcançou Lameque, pai de Noé. Esse, por sua vez, alcançou Terá, pai de Abrão, num período estimado de 2.000 anos. Outra curiosidade é o fato de Matusalém, cujo nome significa "sua morte traz o fim", ter morrido no ano do Dilúvio. Noé gerou Sem com 502 anos, logo, quando ocorreu o Dilúvio, Sem tinha 98 anos, pois lemos que Arfaxade nasceu dois anos após o Dilúvio, quando Sem tinha 100 anos. A narrativa dessas datas é encontrada em Gênesis 5 e 10, capítulo pré-diluviano e pós-diluviano, respectivamente.

Tabela Cronológica dos Patriarcas

Fonte: Gn 5:1-32 e Gn 11:10-32

Patriarcas Nasceu Gerou Viveu Total Morreu
Adão « 3.760 » 130 800 930 [2.830]
Sete 3.630 105 807 912 2.718
Enos 3.525 90 815 905 2.620
Cainã 3.435 70 840 910 2.525
Maalaleel 3.365 65 830 895 2.470
Jerede 3.300 162 800 962 2.338
Enoque 3.138 65 300 "365" Vive!
Matusalém 3.073 187 782 969 {2.104}
Lameque [2.886] 182 595 "777" 2.109
Noé 2.704 500 450 950 (1.754)
Sem 2.202 100 500 600 1.604
Arfaxade {2.102} 35 403 438 1.664
Salá 2.067 30 403 433 1.634
Héber 2.037 34 430 464 1.573
Pelegue 2.003 30 209 239 1.764
Reú 1.973 32 207 239 1.734
Serugue 1.941 30 200 230 1.711
Naor 1.911 29 119 148 1.763
Terá 1.882 70 135 205 1.677
Abrão (1.752) 100 75 175 1.637

Detalhes Importantes

A data tida como coerente à criação do homem "sobre a face da terra" (3.760 a.C.) é de pouca relevância ante ao destaque que Deus oferece aos intervalos de nascimento dos descendentes de Adão, visto que Deus procura chamar a nossa atenção a detalhes bem mais importantes inseridos entre o nascimento dos personagens citados em Gn 5 e Gn 11. Conforme a tabela, observamos que:

  • Quando Adão morreu, Lameque tinha 56 anos, assim, e possivelmente, ele contemplou a "longevidade" de Adão, e ouviu dele sobre os acontecimentos no Jardim do Éden. Visitar alguém como Adão, talvez, fosse algo de grande importância para os demais patriarcas;
  • Matusalém morreu no ano do Dilúvio, dois anos antes do nascimento de Arfaxade (Gn 11:10). O significado do nome Matusalém é: "Com a sua morte, virá o fim" (da geração corrupta nos tempos de Noé, que morreram com o Dilúvio). Matusalém é o cumprimento da profecia de Enoque (Judas 1:14) a respeito do juízo de Deus quanto àquela geração corrompida pelo pecado;
  • Enoque, por sua vez, viveu 365 anos após o nascimento de Matusalém. Sua vida foi marcada pelo "andar com Deus" (Gn 5:22). Esse tempo de vida equivale a 48 ciclos lunares e, se dividirmos por quatro, número que trás o significado da "totalidade", teremos um ano lunar. Considerando que o número 12 trás o significado da "administração de Deus", compreendemos que a vida de Enoque foi "totalmente administrada por Deus";
  • O fato de Lameque viver 777 anos fala-nos da tripla atividade de Deus sobre sua vida, sendo Deus "O Senhor da Vida". Compreendemos que o número sete está associado à ação de Deus em algum fato ou evento de nossa existência. Noé, seu filho mais "ilustre", tem como significado para o seu nome a palavra "descanso", revelando assim que o descanso fosse algo almejado por Lameque nos dias de sua vida, tendo já um fundo profético;
  • Noé morreu dois anos antes do nascimento de Abraão e marcou, por assim dizer, a união entre o começo de uma dispensação em detrimento de outra.

Redução da Longevidade

Algo perceptível é a redução gradativa da idade dos Patriarcas. Esse fato foi determinante após o Dilúvio [veja a tabela] e possivelmente foi causado pela alteração do habitat humano, que não mais contava com "as águas que estavam sobre a expansão" [Gn 1:7]. Cientificamente tem sido defendido que essa condição antes do Dilúvio fosse um fator básico para propiciar longevidade ao homem e que após o Dilúvio foi desfeito. As "águas sobre a expansão" agora ocupavam lugar com as "águas debaixo da expansão" (Leia "Dilúvio: Lenda ou Fato?").

A Contagem do Tempo

Baseados na Torá, a maior parte das ramificações judaicas segue o calendário lunar. O calendário judaico rabínico é contado desde 3.760 a.C. O Ano Novo Judáico, chamado "Rosh Hashaná", acontece no primeiro ou no segundo dia do mês hebreu de Tishri, que pode cair em setembro ou outubro. Os anos comuns, com doze meses, podem ter 353, 354 e 355 dias, enquanto os bissextos, de treze meses, 383, 384 ou 385 dias.

O Calendário Judeu, que tem a sua forma actual desde o século IV, tenta simultaneamente manter o alinhamento entre os meses e as estações e sincronizá-los com a Lua: é um calendário lunissolar. A diferença entre ele e o calendário cristão adotado no mundo ocidental está no princípio em que baseiam o cômputo do tempo. Enquanto o Calendário Gregoriano é solar, o Calendário Judaico é lunar, e consiste em 12 meses calculados de acordo com a Lua: Nisan, Iyyar, Sivan, Tamuz, Ab, Elul, Tishri, Cheshvan, Kislev, Tevet, Shevat e Adar.

Para permitir que as festas agrícolas caiam na época própria, a diferença entre o ano lunar, de 354 dias, e o solar, de 365 dias e seis horas, é eliminada pela intercalação de um mês completo (Ve Adar, ou segundo Adar) em sete anos determinados, chamados bissextos, de um ciclo de 19 anos. O calendário impresso [luach] indica a correspondência entre as datas judaicas e as civis.

Estes são os mecanismos usados para contornar as discrepâncias entre o ano solar e o lunar de modo a respeitar as tradições associadas às festas religiosas.

 

José Silva [ Gama - DF ]