O amor da criatura para com o Criador requer necessariamente obediência; caso contrário, não tem qualquer sentido. (Francis Schaeffer) |
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| Divisão Canônica |
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| Autor: Wikipedia | |||
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O Antigo Testamento, ou as Escrituras Hebraicas, constituem a primeira grande parte da Bíblia Sagrada, bem como a totalidade do Cânon Hebraico. Os pergaminhos originais foram escritos em hebraico e aramaico [poucos manuscritos]. Chama-se também "Tanakh" [às vezes chamado de Mikrá] , que é o acrônimo utilizado dentro do judaísmo para denominar o conjunto principal de livros sagrados. Lembra as grandes divisões dos Escritos Sagrados das Escrituras Hebraica que são: os Livros da Lei, ou Torá, também chamado Chumash [Os cinco], referindo-se aos cinco livros conhecidos como Pentateuco; os Livros dos Profetas ou Neviim [Profetas]; e os chamados Escritos, ou Ketuvim. Entretanto, a tradição divide e reordena o Antigo Testamento em outras partes. Segundo essa tradição, os livros são geralmente divididos nas categorias: Lei; História; Poesia [ou livros de sabedoria]; Profecias. Composições do Antigo Testamento Diferentes tradições possuem um diferente cânone para o Antigo Testamento. A Igreja Católica Romana considerou como canônica a versão chamada Septuaginta [400 d.C], que foi uma tradução dos Manuscritos hebraicos para o grego, feita antes mesmo do fechamento do cânone hebraico na tradição judaica. Assim, a Septuaginta inclui material que não foi incluído no Cânon Hebraico, de fontes diferentes e divergentes, inclusive material original já escrito em grego. Os defensores da reforma protestante excluíram do cânone todos os livros ou fragmentos que não correspondiam ao Texto Hebraíco Massorético e, como resposta a isso, o "Concílio de Trento" em 1546 determinou que os Manuscritos: Judite; Tobias; Sabedoria; Eclesiástico; Baruc; I Macabeus; II Macabeus; capítulos 13 e 14 e versículos 24 a 90 do capítulo 3 de Daniel; capítulos 11 a 16 de Ester [todos existentes em língua grega] deveriam ser tratados como canônicos, ao passo que os textos conhecidos como Oração de Manassés e os livros de III e IV Esdras não mais o seriam. A Igreja Católica Ortodoxa acabou por decidir pela inclusão de Tobias, Judite, Sirácida e Sabedoria. Em outras tradições existem outros materiais adicionais, como por exemplo na "Bíblia Etíope" e na "Bíblia Copta". A tradição reformada optou por seguir o cânone estabelecido pela tradição judaica, porém mantendo a diferente ordem dos livros. Temática do Antigo Testamento O Antigo Testamento trata basicamente das relações entre Deus e o povo Israelita. Existem vários nexos temáticos entre os livros de acordo com suas divisões. Única entre essas tradições é a primeira divisão [Torá, ou Pentateuco] que trata da histórica sagrada do povo de Israel, a partir da criação do mundo até a ocupação da Terra. Tradicionalmente, a Torá [ou Lei] é atribuida a Moisés e, depois de sua morte, terminada por Josué. Transmissão do texto Quanto ao texto transmitido, não chegaram até nós nenhum rolo original. Atualmente os documentos mais antigos que ainda exitem são oriundos do século II a.C, tais como o chamado Papíro "Nash", encontrado em 1902 no Egíto, que contêm o Decálogo e o "Texto da confissão de fé hebraica - Shma Israel" (Dt. 6:4), além dos Manuscritos do Mar Morto encontrados em Quumrã, os quais incluem diversos fragmentos de textos de praticamente todos os livros dos Manuscritos Hebraico, com exceção de Ester. A partir de 100 d.C a tradição fariseu-rabínica passou a dominar no judaísmo e desenvolveu-se um método de auxílio na transimissão do texto, inclusive a correta vocalização. Os estudiosos que trabalharam para manter a tradição do texto, especialmente com o declínio do hebraico como língua falada, são chamados de Massoretas. Terminaram por elaborar um texto que passou a ganhar autoridade oficial entre os séculos VII [600 d.C - 700 d.C] e X [900 d.C - 1000 d.C], chamado de Texto Masorético. Oriundos dessa tradição existem dois Manuscritos importantes que formam a base das Edições Críticas do texto atual: O "Codex Leningradensis" e o "Codex de Aleppo". A subdivisão do texto em capítulos e versículos não vem do texto original . A primeira divísão existente foi a divisão do texto da Torá [Pentateuco] em 54 "Parashot", que são leituras semanais para o ano liturgico judaico. A divisão por capítulos foi introduzida posteriormente com o objetivo prático de auxiliar a referência a textos. Uma das atuais divisões em capítulos foi realizada por Stephan Langton em 1227 d.C, sendo adotada primeiramente num Manuscrito hebraico no Século XIV [1400 d.C - 1500 d.C]. A divisão em versículos foi resultado de um processo que só chegou ao final no séc. XVI [1600 d.C - 1700 d.C]. Por isso a tradição reformada, que rompeu com a tradição católica romana antes desse período, possui diferenças na contagem de capítulos e versículos.
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