O amor da criatura para com o Criador requer necessariamente obediência; caso contrário, não tem qualquer sentido. (Francis Schaeffer) |
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| A Origem da Vida |
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| Autor: Dirceu Packer | ||||||||||||||||||||||||
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Independente da origem do universo, se o Big-Bang explica-o ou não, outra dificuldade avassaladora na mente dos estudiosos não cristãos, refere-se à origem da vida na terra. Como aconteceu? E quando isto se deu? Como ocorreu a perpetuação e grande variabilidade que observamos ao nosso derredor? De acordo com os evolucionistas, a terra tem de 4,5 a 5 bilhões de anos, mesmo sabendo que as datações dependem de uma série de pressuposições. Por exemplo, nós não temos como afirmar se o nível de Carbono 14 manteve-se constante e, caso contrário, isto afeta drasticamente tais estimativas. Sem preocuparmo-nos com as datas, é válido ressaltar que diversos cientistas têm proposto suas ideias. Arrenhius sugeriu que a vida chegou até o nosso planeta juntamente com meteoritos que aqui caíram. Esta sugestão foi descartada pela maioria, devido à impossibilidade de um ser vivo atravessar o espaço: ele sofreria um bombardeio de radiações e estaria sujeito às oscilações térmicas extremas. Seria praticamente impossível esse patriarca aqui chegar bem-humorado e disposto a fincar sua bandeira para estabelecer território. Além disso, a ideia não responde à questão como a vida surgiu e somente transfere o problema para outro local diferente da Terra. Outra teoria que tem sido sugerida e ensinada com afinco nas escolas é a do cientista russo Aleksandr Oparin (1894-1980; o escocês Haldane (1892-1964) também chegou à mesma conclusão em trabalho independente). A ideia da Sopa Orgânica Primordial proposta é a seguinte:
Diversos cientistas têm especulado a respeito da nutrição dessas primeiras células, que seriam os primeiros seres vivos. A suposição é que eles seriam heterótrofos fermentadores, isto é, ingeriam matéria (alimento) do próprio meio e obtinham energia através da fermentação, que é um processo mais simples que a respiração. Com o passar do tempo, de um modo desconhecido, tais organismos tornaram-se autótrofos, isto é, passaram a realizar a fotossíntese, transformando a energia luminosa em energia de alimento. Liberando oxigênio por este processo, pode-se então criar condições para o aparecimento dos primeiros aeróbicos. Anos mais tarde após a apresentação dessa ideia, na década de 50, Stanley Müller realizou um experimento tentando comprovar a hipótese de Oparin. Em tubos fechados e interligados, ele imitou as condições da suposta atmosfera primitiva, colocando os gases sugeridos e submeteu-os às descargas elétricas, obtendo certa quantidade de moléculas orgânicas, como os aminoácidos, precursores das proteínas. Ele concluiu que havia confirmado a origem espontânea da vida a partir da matéria inorgânica. Algumas Considerações Contrárias à Teoria: Muitas são as objeções feitas por especialistas. Poderíamos enumerar rapidamente algumas delas:
O relato de Gênesis é significativo. No quinto dia da criação Deus cria a vida sobre a terra: "Seres viventes ou criaturas vivas” (1:20-21, 24) é a mesma expressão traduzida por "alma vivente” (2:7) e mostra que somente Ele pode dar vida, pela Sua Palavra, desde os mais simples microrganismos até os grandes animais. O homem, assim como o acaso, não tem poder nem controle sobre a vida, pois esta é uma dádiva de Deus. Podemos fazer uma breve comparação nesta altura, entre a Evolução e a Criação. Veja quadro comparativo:
É importante ressaltar que o experimento de Müller citado acima não formou vida, apenas aminoácidos, que são base para a formação das proteínas. O fato de ele ter planejado o experimento, adquirido tubos de vidros, colocado descargas elétricas provou que, para criar algo, faz-se necessário uma mente inteligente por detrás do processo. Pode-se concluir que Müller mostrou, inconscientemente, muito mais a lógica do Criacionismo à casualidade do Evolucionismo! Diz Paulo aos Coríntios: "Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo?”. E é isso que a Bíblia ensina: Deus é necessário para a existência da vida! Derek Kidner comenta de forma magnífica Gn 2:7, sobre a criação do homem: "Formou expressa a relação entre o Artífice e o material empregado, com implicações tanto de habilidade (Sl 94:9; Sl 139) quanto de uma soberania que o homem esquece a seu risco (" Que perversidade a vossa! Como se o oleiro fosse igual ao barro, e a obra dissesse do seu artífice: Ele não me fez; e a cousa feita dissesse do seu oleiro: Ele nada sabe.” Is 29:16; ver Jr 18:4); ao passo que soprou calorosamente pessoal, com a intimidade do contato face a face de um beijo, e com o significado que este era um ato de dar, bem como de formar, e de dar-se a si mesmo inclusive, conforme Jó 32:8, e também Jo 20:22, em que Jesus comunica o Espírito Santo como o sopro vivificante da nova criação, a igreja. Mesmo quando nos formou, então, o esquema: 'Deus amou ao mundo de tal maneira que deu...' já é visível". Ao Único Autor e Sustentador da vida seja toda a glória!
Dirceu Packer
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