O amor da criatura para com o Criador requer necessariamente obediência; caso contrário, não tem qualquer sentido. (Francis Schaeffer) |
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| Traduções da Bíblia |
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O hebraico, como era originalmente escrito, constava apenas de consoantes, sendo os sons vocálicos supridos pelo leitor. Esse processo obrigava o leitor a pensar e ir interpretando o texto, para descobrir-lhe o exato sentido, pois três consoantes [assim eram formadas as palavras em hebraico] com vogais diferentes, podiam indicar coisas muito diversas. Escrever usando apenas consoantes foi um processo adequado enquanto o hebraico continuou sendo um idioma falado. Quando aparecia uma palavra que podia ser ambígua eram usadas letras vogais para deixar o texto mais claro. Quatro consoantes fracas, algumas vezes eram usadas como vogais [Álefe, Hê, Vau e Iode]. Quando o hebraico foi deixando de ser uma língua falada [já no tempo de Cristo não era uma língua viva] muito mais difícil ficou a pronúncia correta das consoantes sem sinais vocálicos. A pronúncia correta das palavras era transmitida pela tradição oral mas, muito rapidamente foi sentida a necessidade de ser esta representada por escrito. A prova de que a palavra formada tão somente de consoantes é ambígua, na sua acepção, nós a temos em um exemplo da Bíblia em que as três consoantes não foram corretamente interpretadas. Hb 11:21 diz que Jacó "adorou encostado à ponta do seu bordão", ao passo que em Gn 47:31 lemos que ele "... se inclinou sobre a cabeceira da cama". A palavra hebraica para designar cama e bordão consta de três consoantes [M T H], as quais no texto hebraico são lidas com as vogais assim: M(i) T(a) H, "cama". O autor da Epístola aos Hebreus tirou a citação da Septuaginta, cujos tradutores, leram a palavra desta maneira: M(a) T(e) H, "bordão". Os líderes do judaísmo em Alexandria foram responsáveis por uma tradução do Velho Testamento Hebraico para o Grego, a qual integraria a Biblioteca de Alexandria - Ela foi chamada de Septuaginta [LXX], que significa "Setenta". Esta tradução já estava concluída em 150 a.C e foi feita por eruditos judeus e gregos, provavelmente para o uso dos judeus alexandrinos. Assim que a igreja primitiva passou a utilizar a Septuaginta como Velho Testamento, a comunidade judaica perdeu o interesse em sua preservação. Essa versão teve um papel muito importante para o estudo e divulgação do Velho Testamento em outras línguas, já que os textos hebraicos apresentam grande dificuldade de compreensão. Outras versões surgiram após a Septuaginta devido à oposição do Cânon Judaico a essa tradução, são elas:
Os Massoretas Eram judeus sábios, chamados Massoretas, que iniciaram entre os séculos VI e X d.C o trabalho de padronização dos textos hebraicos do Velho Testamento. Os textos originais foram escritos sem vogais e nesse trabalho de padronização eles simplesmente as inseriram, o que contribuiu em muito com o desaparecimento dos mesmos. Entre os séculos IX e X eles dividiram o texto hebraico em versículos. Com hábitos monásticos e ascéticos, os Massoretas dedicavam suas vidas à recitação e cópia das Escrituras, bem como à formulação da gramática hebraica e técnicas didáticas de ensino do texto bíblico. Esses escribas judeus tinham grande preocupação em preservar e cuidar do manejo do texto hebraico. Às vezes o termo também é empregado para o comentarista judeu do livro sagrado. Eles substituíram os escribas (Sopherins) por volta do ano 500 d.C e prosseguiram em seu dedicado trabalho até o ano 1000 d.C. Os massoretas tinham publicado manuais que serviam de orientação para copiar o texto. Nesses manuais, chamados "massora" [termo hebraico técnico para a primitiva tradição quanto à forma correta do texto das Escrituras], se encontravam:
O minucioso e consciencioso trabalho estatístico que os massoretas realizaram é impressionante, pois empregavam toda a técnica que é possível ao ser humano para assegurar a exata transmissão do texto. Dentre as estritas e minuciosas regras a serem seguidas na cópia dos manuscritos, uma era que "nenhuma palavra ou letra devia ser escrita de memória". Antes de iniciarem propriamente a cópia, eles contavam os versos, as palavras e letras de cada seção e se os números não correspondessem na nova cópia, o trabalho era rejeitado. Eles notaram, por exemplo, que a letra central da Lei se achava em Lv 11:42 e , quanto aos Salmos, a letra central está no Sl 80:4 e o versículo central é o 36 do Salmo 78 (Hb 78:36). Desde que o supremo alvo dos massoretas era transmitir o texto tão fielmente como o tinham recebido, não faziam nele nenhuma alteração. Onde presumiam que tinha havido algum erro de transcrição, ou onde uma palavra não estava mais em uso polido, colocavam a palavra certa ou preferível, na margem. Neste caso, a palavra correta ou preferida e que tencionavam que fosse lida, chamavam "Qerê" – o que deve ser lido, mas as suas vogais eram postas sob as consoantes da palavra no texto inviolável [esta era chamada de Kethibi, "o escrito"]. Tradutores Portuguêses O pioneiro na tradução das Escrituras para o Português foi D. Diniz [1279 - 1325]. Conhecedor de Latim Clássico e leitor da Vulgata Latina, traduziu até o capítulo 20 do livro de Gênesis, abrindo caminho para seu sucessor, D. João I [1385 - 1433]. Esse atribuiu a tradução a padres letrados e o trabalho prosseguiu com seu sucessor, D. João II. Outros amplamente conhecidos por seus trabalhos são: João Ferreira de Almeida
Antônio Pereira de Figueiredo
Matos Soares
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